Cultura em época de crise: a gestão do contexto

Uma empresa é um agrupamento de pessoas que deveriam atuar em prol de um objetivo comum. É um ecossistema onde a cultura dá o tom do modelo mental e do comportamento para as pessoas desse grupo. Então, na verdade, a cultura está em todo lugar – no cafezinho, nos corredores e no dono. Claro que o dono e os líderes são os representantes e exemplos da cultura, mas às vezes o que está na cabeça deles não é o que está nos outros níveis da empresa. Ou seja, não há visão comum e alinhamento.

 

Mas como construir a visão comum?

Entendendo o que permeia o emocional e o racional da empresa.

A razão e a emoção são as duas forças poderosas que movem os grupos para um determinado objetivo. Tanto o emocional quanto o racional são guiados por valores.

A cultura é moldada segundo os valores compartilhados da empresa. E hoje, talvez, estejamos vivendo uma revolução de valores não vista há muito tempo. Uma cultura forte, se abre aos aprendizados para sobreviver ao tempo. As grandes culturas de resultado que conhecemos hoje surgiram a partir da flexibilidade e agilidade para aprender.

 

Se valores mudam, as culturas também mudam?

Sim! Desde que exista flexibilidade para aprender com o contexto que emerge à sua volta.

 

O contexto evidencia mudanças de paradigma

A gestão baseada em planejamento, comando e controle causou uma revolução na nossa forma de pensar. Foi um modelo que, baseado na hierarquia e na ampliação da visão das empresas em relação ao mercado, trouxe altos índices de produtividade e desenvolveu líderes com competências técnicas excepcionais, com habilidade para mover grandes times num cenário mais previsível.

Hoje, o cenário não é mais previsível, a tecnologia rompeu com os antigos padrões de gestão, os profissionais passaram a valorizar novas prioridades e os clientes passaram a ter muito mais opções por conta da concorrência dinâmica. Entender o mercado e o comportamento do cliente torna-se rotineiro, uma vez que este cliente está incorporando novos hábitos de compra e de prioridade com muito mais velocidade.

Estamos falando agora de um modelo de gestão baseado na agilidade, na experimentação e no contexto. O planejamento exigido é de curtíssimo prazo ou até por projetos. Não é mais possível controlar e ter certeza de que tudo está em minhas mãos, mas sim alinhar e inspirar o time sobre o papel de cada um e como um depende da entrega impecável do outro. A liderança muda de característica.

Substituir o controle pelo alinhamento é uma prática que define a gestão por contexto. Isto significa que não cabe à liderança verificar sistematicamente a rotina de cada colaborador. Ao contrário, a responsabilidade dela é definir, com transparência, qual é o objetivo da empresa como um todo, de uma área ou de um determinado colaborador. Entra no cenário o valor RESPONSABILIDADE, como nunca exigido antes.

Cabe a cada profissional abrir-se ao novo, expandir seu potencial e aprender a ser responsável por sua própria gestão. Cabe ao líder criar esta visão, apoiar e orientar para o sucesso.

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